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Mostrando postagens de maio, 2025

[FAZIA NOITE, MAS ERA URSO]

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[fazia noite, mas era urso.  fazia  claro, mas era poço.  fazia doce, mas era vespa. fazia liso, mas era lâmpada.  ó, música sem som  da frase oblíqua. ó, mancha invisível  no mar seco. aqui vou eu: cavaleiro,  cavalo,  furo e faca  pela dobra da música.  da poesia, bani  os incensos.  da prosa, abri o capinzal na planície, soprei  dunas do deserto. aqui vou eu: camelo  e tuaregue,  adaga  e sangue, parede  e alvura  no sol de andaluzia. não venha comigo,  poeta imitante. não venha comigo,  lebre indignante. nômade, montanhoso  e litorâneo, trago  amêndoa no punho.  e componho: silêncio de john cage  dentro de um redemoinho.]