reúno, sim, os arames
solfejo a canção
minha vela não ilumina as trevas,
meu barco não faz as longas travessias
e meu voo é baixo, de galinha.
Não sei o que este blog pode ensinar a tais cacholas de circuitos algorítmicos lá para as bandas de Singapura. O que aqui se publica desde 2003 já não interessa nem mesmo a outros blogueiros igualmente anacrônicos como este que aqui vos fala. O que buscam essas tampinhas de latão? Buscam a lírica desventrada deste velho poeta que, há muito, já deveria ter dependurado as pantufas? Quanta perda de tempo.
Sugiro a esse "pessoal" que busque alimento mais propício para os estômagos robóticos. Fiquem lá com os doidos do mundo, como Trump, Netanyahu e outros mequetrefes de uma figa. Deixem-me em paz.
e talvez não façam falta na paisagem já tão desolada da terra.
falta farão certamente o golfinho, o elefante, a abelha, a aranha, tantos insetos, tantos mamíferos, os peixes, vejam, os peixes, e as ervas, e o rumor das águas, o trovão, a chuva, sim, a chuva.
em alguns centenares de anos talvez até a palavra humano tenha desaparecido pelo fogo intermitente dos drones, e os próprios senhores da guerra, da guerra interminável, os próprios senhores da guerra serão os alvos de seus próprios armamentos, de seus aviões bombardeios, seus navios, seus satélites, suas bocas em sangue, suas mãos embebidas em sangue, o sangue alheio e o próprio sangue.
que seja feita então a vontade desses carniceiros como o carniceiro que assassina inocentes em gaza.
que eles sejam destruídos.
e que as manhãs dos séculos vindouros sejam abençoadas pelos passarinhos, pelos besouros, pela correnteza dos rios, pelos bichos todos, pela natureza toda em sua tarefa heroica de reconstruir a terra da ação desses genocidas.]