Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

[GEORGES PEREC, A JANELA E O GATO PRETO]

[nada tem a ver o que agora escrevo  com a foto de perec e seu gato preto,  nem com a janela ao fundo, suas grades  em arabescos, a luz vazante,  o almofadão  que de sofá se faz.   nada tem a ver.  e tem, agora digo,  pois há uma personagem  que não vejo, e é tal pessoa  (pessoa novelesca)  que puxa palavra atrás de palavra,  é a ponta  de um novelo que não vemos.  pobre literatura.  quão pobre é a literatura nesse instante.  no êxtase de uma ausência, eu digo,  a pobre e miserável literatura,  em seu lugar  mendigo,  ela poderia tratar de presenças,  mas prefere as ausências.  tão desmiolada  literatura.  enquanto a corrente direcional  do senso comum vê o cenário,  a réptil,  a quelônia, a viscosa literatura  vê  o que não aparece na foto,  opta  pelo que está fora,  pelo que fugiu  pelas bordas-margens da foto.  é ...

Últimas postagens

[CHUVA DE PRISMÔNEAS EM BELO HORIZONTE]

[COLERIDGE E MEU ALAÚDE FANTASMA]

[A HORA DA MORTE DE EDMOND JABÈS]

[LEITOR-CLIENTE]

[O GATO]

[A ESTA HORA DA NOITE]

[HISTORIETA PARA SUSPIRO E CLAVINOTE]

[A EXTINÇÃO DOS LEITORES]

[AQUILO QUE BRETON PARECE TER VISTO ALGUM DIA]

[O GATO]

[O VAGÃO DO FIM DO MUNDO]

[A LATA QUE VIROU POEMA]

[QUARAR OS TEXTOS]

[O IRMÃO DIALÉTICO DO ENSAIO]

[PASSAR LENÇOL]

[A FLOR DA USURA]

[ACORDO ENTRE LEITOR E TEXTO]

[RIMAS? ORA, SÃO ENZIMAS]

[LOUVAÇÕES À GOIVA]

[O FRACASSO NA LITERATURA E OUTROS FRACASSOS]

[VOCÊ AINDA ESCREVE SEM SER LIDO?]

[ÁGUA]