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[OS GRAVETOS, ESSES SERES DA INOCÊNCIA]

[ela disse, e se referia ao graveto:  "este jamais sofreu a maldição da escrita".]  [era o graveto de uma árvore também seca,  que dava para um quintal corroído pelo silêncio,  pela ausência, pelo abandono.]  [tinha o graveto a dimensão de um dedo, e terminava em forquilha numa das pontas.]  ["este jamais sofreu a maldição da escrita",  ela repetiu, e eu perguntei o seu nome.] ["meu nome", ela falou, "não tenho nome,  e se o tivesse não o usaria".] [depois, alguns dias depois, eu voltei  a encontrá-la e ela escrevia a carvão símbolos  ininteligíveis numa parede.] [eram arremedos  de vogais, porções de consoantes com aleijões,  números que nenhuma aritmética poderia  encampá-los.]  [só o carvão, em finca, pontudo,  escavava nitidez negra nos tijolos, aquela  parede que restara de um depósito de sal.] [ era o carvão de um graveto recém-queimado.] [o graveto que não sofrera a maldição da escrita.]

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