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[CURSO GERAL DE POÉTICA: O LIVRO-FILME]

[há um homem deitado em um quarto de hotel em diamantina. ele não dorme. deitou-se porque não podia, todos deitam quando não podem, deitar é não poder, e esse homem, porque já não mais podia, está agora deitado em uma cama fronteiriça à janela, janela fronteiriça  à rua, em um hotel de diamantina. a janela está aberta, as duas lâminas estão abertas como se fossem braços, e a cortina, de tecido áspero e gasto, tremula tal vela de um barco pintada com flores indistinguíveis. o homem não dorme, olha para o forro em azul barroco. esse homem  que já não podia olha para o forro, e sobre o forro ele lê figuras, sobre o forro ele lê vultos e garatujas de silhuetas que o sol do meio-dia, cinematógrafo, emite em jatos desde a rua, desde a calçada, esse sol cinematógrafo com seus jogos de espelhos feitos de luz e sombra, um engenho  do acaso a levar à tela-forro de um quarto de hotel o filme da cidade. talvez esse homem não queira mais sair dessa posição de não poder. ...

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[ÁGUA]

[QUEM LERIA CONTO TÃO BREVÍSSIMO?]