[LEITOR-CLIENTE]
[o leitor-cliente se aproxima do poema como se da máquina secadora. ou da pasta de amendoim. ou do espaguete. ele chega e acha que um poema é mera farinha , expostas mercadorias nas gôndolas, bibelô sobre a cômoda, pinguim sobre a geladeira. pois quebra a cara tal leitor que emergiu da massa cega. não percebe que o poema em suas mãos é só espuma. é inútil, sem serventia. pior: o poema dele foge, rastro apagável de um tigre na neve. é vento, é invisível, vai de janela a janela, é a síncope de um susto, estalo no pensamento.]









