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["OS LEITORES QUE VOCÊS BUSCAM NÃO EXISTEM", DISSE O SENHOR GLAUS]

["Os leitores que vocês buscam não existem", disse o Senhor Glaus. Isto ocorreu já faz um mês e, na hora, todos ficamos paralisados e em silêncio na Taberna dos Escribas Vermelhos. O contista Elesbão até aprumou o corpo em sinal de que iria protestar contra sentença tão peremptória dita assim de chofre naquela tarde. Uma tarde até então afável e risonha. Elesbão conteve-se, porém. Na certa, em seus cálculos, em suas hipotenusas e em seus catetos, a frase do Senhor Glaus acabou por encontrar algo de verossimilhança. "Quais leitores procuramos?", disse por fim o poeta Erotides. "Quais?", ecoaram então todos os que ocupavam a mesa norte, a que dava para o janelão que se abria para a Rua dos Geômetras. Era ali, naquela mesa, que se daria a mais feroz das contendas literárias desde o assassinato do sonetista Osório por causa de uma rima em ão. Mal sabia o Senhor Glaus em quais latitudes e longitudes a sua frase pousaria, e,  em frenesi, em combustão, fosse azed...

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