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[AS BIOGRAFIAS DE POLICARPO AZULES]

Há quem diga que todas as biografias tendem a pender, para um lado ou para o outro, os fatos relativos ao biografado. Não quer isto significar que os biógrafos sejam notórios mentirosos. Longe disto. E se um fato pende para um lado ou para o outro é porque, nos circuitos neurológicos do biógrafo, há motivos para que o fato seja melhor disposto em um lado, mesmo que os fatos atestem que aquele fato não ocorreu daquele lado. Vejam: não é para ninguém ficar confuso com o que foi dito acima. Nem achar que o que se disse desvaloriza biografias, biógrafos, e, indiretamente, biografados.  Mas vejam também: "Policarpo Azules nasceu em 21 de julho de 1951, em uma noite friorenta", escreve o biógrafo Glauco Antonil. "Policarpo Azules nasceu na madrugada de 22 de julho de 1951. Não fazia frio nem calor", escreve o biógrafo Segismundo Adônis.  Pelo que se lê nesses dois exemplos, há clara e irrefutável dissonância entre os dois biógrafos. Mas qual dos fatos é o verdadeiro? Rube...

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