[EU GOSTO MUITO DE NÃO LER OS LIVROS QUE DIZEM SER IMPERDÍVEIS]
Eu gosto muito de não ler os livros que dizem ser imperdíveis. Prefiro perdê-los. Prefiro não seguir a ordem que está aí embutida e escondida, algo como "tem de" ou "tem que", espécie de ultimato que a voz publicitária solta e dissemina até se tornar uma lei comum para o rebanhol. Não vou com o rebanhol, não senhor. Imperdível por quê? Quem decidiu que tal coisa é imperdível, seja livro, seja lua, seja filme, seja lasanha? E um livro, ora um livro. Livro é da ordem das intimidades. Ia escrever foro íntimo, recuei, apago mentalmente o foro íntimo, mas mantenho o seu significado no mais perto do nível do chão: só eu sei o que me apega a um livro. Desde que me entendo como leitor. Muito cedo aprendi a não correr atrás dos livros "do momento", e via com desconfiança aqueles que, ainda não adolescência, iam de mão em mão pelas mãos da "turma". Turma, aliás, é o embrião do rebanhol, e toda turma, um dia, será rebanho. Olho para as minhas estantes na B...

