[contaram-me sobre a chuvarada de prismôneas hoje em belo horizonte logo depois das sete da manhã.
em menor número na região norte, mas abundantes na região sul, as prismôneas tingiram o céu com aquela cor que lembra a romã madura, a romã entreaberta, sedutora e convidante.
alguns meninos, com pratos fundos, apanharam uma boa quantidade das prismôneas maiores, ali pelas ruas do são lucas.
no centro da cidade, entre a avenida paraná e a rua guarani, um homem (soube-se depois ser o contista ageu das nuvens) recebeu uma prismônea de dois quilos na cabeça.
se sólida fosse e não gelatinosa, a prismônea certamente seria agora chamada de prismônea assassina.
ageu das nuvens, porém, só ficou um pouco zonzo e foi fazer o seu lanche no café palhares.]



