Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

[A CAPELA]

Foi o motorista quem disse que depois da curva, em subida muito íngreme, ficava a capela. Acreditamos. O carro era de um modelo muito antigo, parecia um dinossauro de quatro rodas. Morro acima, a ronco de motor, conversamos pouco. Só uns murmúrios do Otávio, uns suspiros do Joca, uma tosse minha, quase palavra. Quando o automóvel chegou no alto, o céu era de várias nuvens enfileiradas, umas mais escuras do que as outras. Vimos um cachorro vesgo, depois um garrote, depois uns pássaros cinzentos sobre o arame de uma cerca. O motorista parou, disse: "chegamos". Olhamos em volta, pelo sul, pelo norte, pelo leste, pelo oeste, nada. Não vimos a capela. O motorista viu que frustávamos em pesar e desgosto. Quis consolar: "no mês passado a capela ainda estava aqui, posso garantir". De nada adiantou a falsa doçura das palavras dele. Otávio andou em círculos pelo descampado. Joca ficou rente à cerca, sabe-se lá em qual assunto ele matutava. Eu disse ao motorista: "viagem ...

Últimas postagens

[ESCRITORES ESTÁVEIS, ESCRITORES ITINERANTES]

[O PULSO DO ESCRITOR-QUE-NINGUÉM-LÊ]

[E SE WANDER PIROLI PASSASSE?]

[QUEM LERIA CONTO TÃO BREVÍSSIMO?]

[FIGURA-SOMA, FIGURA-FRAGMENTO]

[OS GRAVETOS, ESSES SERES DA INOCÊNCIA]

[O MÁGICO DA RUA TRIFANA]

[O SENHOR PONS E A CHAVE DO ENIGMA]

[VOCÊ PREGADO NO POSTE]

[DOIS ASSASSINATOS NA PORTA DO SUPLEMENTO]

[TUDO NO MUNDO ESCREVE]

[MOVIMENTO DAS GENTES]

[TUDO NO MUNDO QUER SER LIDO]

[O IRMÃO DIALÉTICO DO ENSAIO]

[A VIDA? ORA, A VIDA É BICICLETA]

[HERMENÊUTICA DA PAUSA]

[EPIGRAMAS AO VENTO]

[AS FERRAMENTAS DE ESCREVER]

[CURSO GERAL DE POÉTICA: O LIVRO-FILME]