[desnutre-se de toda beleza um texto
que se escreva sobre uma guerra,
ou sobre as guerras, sobre qualquer
tipo de guerra, visto não haver
compasso entre beleza e sangue,
entre beleza e morte. esvai-se então
em dor o ponto de equilíbrio
onde porventura possa haver
poética capaz de guiar o texto,
que possa levá-lo aos olhos leitores
como sublime amostra de um fazer
tão digno: o texto que se escreva
sobre uma guerra despe-se de toda
e qualquer beleza e se atém única
e somente na forma áspera da revolta.]

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