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10.3.26

[A DANÇA DO DESVER]

[sob o torpor do tanto 
visto, o olho dança 
a dança do desver.
quão difícil é saber 
o que há abaixo,
no fundo mais fundo 
do poço, ou no alto, 
lá onde albatroz 
e nuvem, reúnicos,
posto que reunidos
em único e difuso 
corpo, ao olho iludem
como se um cisco
a flutuar sem rumo,
como se um anjo
de papel navegante,
como se vaga-lume
que vagasse epifânico.]

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