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27.2.26

[VOCÊ NEM SABE O QUE LHE CAI DA NOITE]

[assim com a mão em côncavo,
mas não em súplica, aparo as gotas
que da noite caem. não sei se água, 
não sei se luz, não sei se estrela 
ou qualquer luzeiro líquido, só
sei que aparo essas gotas, são quase
sílabas ou quase letras, pois,
ao ter plena a mão que as recebe,
sinto a indisfarçável presença do poema.]

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