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Correio Do Autor

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quinta-feira

[A VAZIEZ DO ESPANTALHO]

[tudo está vazio:
sua boca, sua cabeça, 
sua sombra.
seu discurso está vazio.
bacia sem nada, peneira 
ao vento.
tudo está vazio:
seu grito, seu rumor, 
seu murmúrio.
sua aorta está vazia. 
sua horta, 
sua praga.
tudo está vazio.
o livro que você lê 
está vazio.
letreiros da imensa avenida, 
edifícios 
da grande cidade.
tudo está vazio.
seu lápis não tem grafite, 
sua caneta 
não tem tinta.
tudo está vazio.
seu corpo no palco, 
seu enchimento-espantalho, 
seu gesto 
performático.
tudo está vazio.
seus dedos, seu teclado, 
sua memória.
seu chip está vazio. 
sua vaidade, 
seu sucesso, sua bolsa 
de valores.
tudo está vazio.
seu monólogo em rede, 
seu seguidor 
e seu seguido.
tudo está vazio.
sua metáfora, sua curva 
figurativa, 
suas volutas significantes.
tudo está vazio.
mas o poema, rebelde, 
nega o ato 
benevolente,
nega a genuflexão submissa, 
o poema, sol a pino, cruza veloz
seu olho de poema pelo raio 
da janela-bruma.]

terça-feira

[A LETRA NÔMADE]

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[A LETRA DA NOITE]

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[PEQUENO TRATADO SOBRE AS ILUSÕES]

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[PEQUENO TRATADO SOBRE AS ILUSÕES]


[SEGUNDO CADERNO DE LETRA MOVEDIÇA]

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[SEGUNDO CADERNO DE LETRA MOVEDIÇA]


[FERDINANDO FLAUTA MÁGICA]

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[FERDINANDO FLAUTA MÁGICA]

"Aquela era uma fria e úmida noite de julho. A neblina escondera o Pico do Itacolomi e só a muito custo viam-se no céu, por entre a névoa, pontos minúsculos de estrelas. E como sou dado a associações de uma coisa com outra, como sou um homem que sempre liga o que muitas vezes não pode ser ligado, comparei essas estrelas do céu de Ouro Preto a certos brilhos existentes nos olhos de algumas mulheres. Mulheres prestes ao abrupto e avassalador encontro com as paixões — e eu vi mulheres assim tanto numa esquina de Estocolmo, quanto numa esquina de Trieste ou no abafado verão de uma noite moçambicana." Trecho das aventuras de Ferdinando Flauta Mágica ao encontro de uma sociedade secreta de contadores de histórias nos subterrâneos de Ouro Preto.

[A CONVERSA DOS LIVROS NA BIBLIOTECA DO MÁGICO]

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A CONVERSA DOS LIVROS NA BIBLIOTECA DO MÁGICO

[A CONVERSA DOS LIVROS NA BIBLIOTECA DO MÁGICO]

[uma rapsódia belo-horizontina]

[Belo Horizonte. Quinto andar do Edifício Maletta. Altas horas da noite, os livros da biblioteca do mágico começam a conversar, debater, polemizar, espadachins de palavras, duelantes de textos, criando balbúrdia pelas estantes até avançadas horas da madrugada. Este é o argumento principal da história de Abdias, o mágico, e de Antonino Vultos, o narrador, nessa rapsódia literária belo-horizontina.]