[com o cesto que era para borboletas, agora ele caça epifanias. são curtos- circuitos no dia, e ocorrem quando a rua, soturna e obtusa, desvogaliza a vida, troca as vogais da flauta pela bigorna da usina, o chumbo fundido de letras, homens-linotipos tão bestas, esses desanjos em queda, as asas com avarias, línguas queimadas em fel, incapazes de doçura. e então vêm as pagãs, profanas epifanias, não voam, mas dançam, giros em vórtice na praça, espiral de cânticos em cânticos, traçam em corisco e rabiscos os rastros em arabescos, é o instante em que o poema salta de um ovo alquímico e grassa seu gás pelas ruas, casa-se o noivo poema com a noiva epifania, são as bodas que o poeta precisa para girar a esferaria, essas esferas magnéticas que breton parece ter visto algum dia, um tal desarranjo da ordem, uma tal embriaguez das bússolas, assim, pois, então, encerro tal gramatologia, esse reconto que diz lá no começo: com um cest...