[O POETA NA ESCADA ROLANTE]
[Teodorico Arandel,
Ou então assumia-se clown, assumia-se chaplinesco, escada acima e escada abaixo, bem
diante do Bar Lua Nova, ali onde Murilo Rubião bebericava sua cerveja com os
amigos a partir das cinco horas da tarde naquela Belo Horizonte toda provincial
dos anos 1970, havia ursos na Avenida Augusto de Lima, javalis na Rua da Bahia,
dromedários na Rua Espírito Santo, garças usavam túnicas indianas nas mesas
externas da Cantina do Lucas, seios voadores pairavam sobre as mesas do
Pelicano e um carro do Dops costumava estacionar a poucos metros de onde
terminava a liberdade.]

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