[FANTASMAS DIANTE DA GRUTA METRÓPOLE]
[fantasmas de fraque
e cartola palreavam hoje
diante do que foi
a gruta metrópole.
a gruta metrópole.
palreavam
sobre doces e panturrilhas.
sobre doces e panturrilhas.
calmos e serenos pela aura
da fantasmagoria,
usavam
apetrechos
apetrechos
de silêncio
para a descrição
para a descrição
do remoto
convívio, lá quando
convívio, lá quando
as esbeltezas
de suas calvas luziam
belo-horizontinas,
adjetivadas
calvas de doutores
calvas de doutores
e pontífices,
de sonetistas
de sonetistas
e barrigas
de redondilhas.
de redondilhas.
nós, os que hoje
passamos
passamos
pela rua da bahia,
vimos
esses fantasmas
esses fantasmas
em colóquio
sobre o nada, o nada
sobre o nada, o nada
eterno
que sempre floriu
naquele tugúrio.
e um de nós, talvez
e um de nós, talvez
o escriba desse cenário,
percebeu ser ele
um igual fantasma
um igual fantasma
ali no simpósio,
canivete em óxido
canivete em óxido
no bolso da sobrecasaca,
relógio parado
no fundo das algibeiras.]
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