[humanos talvez não estejam mais aqui em alguns centenares de anos.
e talvez não façam falta na paisagem já tão desolada da terra.
falta farão certamente o golfinho, o elefante, a abelha, a aranha, tantos insetos, tantos mamíferos, os peixes, vejam, os peixes, e as ervas, e o rumor das águas, o trovão, a chuva, sim, a chuva.
em alguns centenares de anos talvez até a palavra humano tenha desaparecido pelo fogo intermitente dos drones, e os próprios senhores da guerra, da guerra interminável, os próprios senhores da guerra serão os alvos de seus próprios armamentos, de seus aviões bombardeios, seus navios, seus satélites, suas bocas em sangue, suas mãos embebidas em sangue, o sangue alheio e o próprio sangue.
que seja feita então a vontade desses carniceiros como o carniceiro que assassina inocentes em gaza.
que eles sejam destruídos.
e que as manhãs dos séculos vindouros sejam abençoadas pelos passarinhos, pelos besouros, pela correnteza dos rios, pelos bichos todos, pela natureza toda em sua tarefa heroica de reconstruir a terra da ação desses genocidas.]
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