deu viço ao que era baço, ao que era opaco, deu magnificência e exuberância
ao tempo, alegrou as nuvens, desregrou o vento em dançarolas de leitura, e o vento assim leitor
agora cúmplice do poema enamorou-se da luxúria, urra!, gritaram os marinheiros no cais,
urra!, gritaram as mulheres de azul, eia!, assim, em uníssono, os anjos sem emprego nem patrões rumaram
em desgoverno para a festa, urra!, outra vez gritaram os marinheiros e lançaram ao mar os alfabetos, eia!,
e então os potros na montanha, eia!, que a luxúria vinha com as romãs, eia!, que o poema atiçava odor de enxofre,
e as éguas, ao largo, minavam água de suas ancas, e os deuses, infantos, entravam inteiros nos tonéis de baco.]

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.