[OS CONSTRUTORES DE DISCÍPULOS TOMAM SORVETE COM OS PUPILOS]
[os construtores de discípulos poéticos tomavam sorvete à tarde com os seus pupilos. asseguravam elogiosa lápide no futuro ou quem sabe busto de bronze na praça.]
["para que um busto?", perguntavam os malévolos.]
["ora, para que os pombos", diziam os maledicentes.]
[todos, em volta dos sorvetes, conjugavam verbos dóceis, doces, adocicados, posto que todas as obras são obras-primas no círculo dos compadres.]
[o elogio fácil fazia revoo de cotovias na tarde. o elogio fácil brincava de roda, passava anéis, organizava quermesses.]
[e a incontinência falaciosa dos comentadores dava ao mundo a consistência do volátil.]

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