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12.4.26

[OS BANIDOS DAS EMENTAS DOS CURSOS DE LETRAS ESTÃO AGORA NO BAR 39]

[os banidos das ementas dos cursos de letras estão agora no bar 39, ali onde degolam-se cotovias.]

[há um cansaço nas horas.]


[um zeitgeist hematófago entra pela janela oeste e vai sugar o sangue da garçonete circe.]


[há um cansaço nas horas.]


[rebarbas e limalhas de país amontoam-se nos cantos, regadas pelos cachorros.]


[a palavra escombros, pluralizada, sinfônica, é escandida pelo jogral dos banidos das ementas dos cursos de letras.]


[há um cheiro da cidade de são paulo no suor do ar, o porejante suor do ar, o porejante suor do ar.]


[por que ainda choram os cavaquinhos?]


[outro zeitgeist hematófago entra pela janela leste e vai sugar o pescoço do otávio, o bom.]


[mangas apodrecem no beco.]


[jakobson não virá hoje.]


[passa, ao largo, na calçada oposta, a marcha das senhoras criadoras de monstros em potes de compotas.]


["não há poesia sem um dedo decepado a navalha", diz circe.]


[circe já perdeu todo o sangue para o zeitgeist hematófago.]


[os banidos das ementas dos cursos de letras são seis, são cinco, são quatro, são três, são dois, são zero na invisibilidade do bar 39.]


[o bar 39 aderna.]


[os testículos de gôngora rolam para lá e para cá no bar adernante, quase a pique, no mar sem vento.]


[há bundas defumadas de parnasianos em ganchos de açougueiros.]


[fala-se turco no recanto sul.]


[e a bomba falha. a explosão recua-se. o atentado não se consuma.]

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