[HAVERÁ LEVANTE?]
A paciência é, agora, mais do que uma virtude, um bem de altíssimo valor. Para usar um clichê, a paciência é para os fortes. Vejamos: como pode hoje alguém suportar que a paisagem do mundo esteja povoada por gente como Trump, Netanyahu, Marco Rubio e tantos outros paspalhos a ditar a dança das nações? O coração dispara, o sangue ferve e a voz da sensatez clama e profere: "Paciência, paciência". E assim vamos com a voz da sensatez a nos pedir calma, calma, calma. Mas até quando? Estamos acuados. E não há rota de fuga. E qual seria a fuga? A leitura? Ler como se o ato de ler fosse capaz de nos proteger dessas iniquidades todas? Escrever? Escrever pelo estreito corredor que nos sobrou para transitar nessa paisagem ocupada por tantos energúmenos? Haverá um levante? Os bravos bolivianos que neste momento exigem a renúncia de Rodrigo Paz sairão vitoriosos? E os chilenos contra o filhote de Pinochet que hoje habita o Palácio de la Moneda? E os colombianos? Conseguirão deter o avanço do ultradireitista no segundo turno das eleições presidenciais? Cuba resistirá? São quase infinitas as perguntas que fazemos nesse instante em que a mão usurpadora norte-americana avança sobre o continente em interferências e intervenções de toda a natureza, principalmente eleitorais. O falso cubano, com o seu olhar de peixe morto, sonha em ser o monarca das Américas. Seu presidente, mais balofo do que um pão mofado, parece não ter mais tanto gás para o que virá logo ali, na curva dos meses. Em sinal de que encerrará suas cambalhotas bufas em breve, ele até defendeu uma chapa para sucedê-lo em 2028: Vance e o falso cubano. Mas, até lá, como ficará a nossa paciência, a paciência do mundo com algum grau de civilidade e civilização? Teremos paciência ou todos os indignados com essa choldra toda vamos chutar o balde?


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