pus nele um grão.
o grão não germinou.
pus então um cisco, o mais triste
dos ciscos, o mais abandonado
dos ciscos.
dos ciscos, o mais abandonado
dos ciscos.
ali ficou o cisco
no coração do vazio.
no coração do vazio.
de quando em quando, olho para o cisco
à deriva na geografia do vazio.
à deriva na geografia do vazio.
só eu sei da existência desse cisco.
nem preciso nomeá-lo.
é um cisco único, singularíssimo,
e eu poderia reconhecê-lo
até mesmo em noite de breu plúmbeo.
às gentes que passam
e vão rumo à miragem,
eu digo:
e vão rumo à miragem,
eu digo:
"eu sou o homem
velho salvador de ciscos".]

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