[VOCÊ DIZ QUE SOU RECLUSO]
[você diz que sou recluso,
ó, chevrolet,
mas este é um pensamento
mas este é um pensamento
obtuso, arenga sem função
ou uso
do tipo amola-trevisan.
o que você quer,
o que você quer,
ó, falso baudelaire:
que eu leve dia-sim,
que eu leve dia-sim,
dia-também, as palmas
ao seu sarau parnaso,
ao seu sarau parnaso,
sarau mofo-rosicler?
não vou, não fui, não irei,
não vou, não fui, não irei,
ó, malmequer.
guardo as palmas
guardo as palmas
para as ruas turvas,
os becos sem saída,
os becos sem saída,
os nós dos quiproquós.
tenho mais a fazer.
tenho mais a fazer.
exemplos?
o baralho louco do acaso,
o andarilhar sem pouso
sob o holofote dos postes
sob o holofote dos postes
em ruas de lugar algum.
recluso?
recluso?
ora, vai amolar pincel,
ó, bebé.
sou de fora
sou de fora
quando estou dentro,
pulo para o voo cego
com asa virada pé.
se a poesia, para você,
se a poesia, para você,
é esse beabá-bobó,
ó, barnabé,
se a poesia é essa tertulial
quermesse, então,
vôte!, isto é igual brincar
de casinha com maiakóvski.]

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