[é bonita a palavra noturnidade. algo de manto, de aconchego, de rede na varanda, soa nela por meio de música suave.
colocá-la em um poema?
talvez.
mas ela teria lugar igualmente adequado em um ensaio, um ensaio não de todo ensaio, um ensaio que lançasse as suas águas para fora da represa dos gêneros.
esbelta, porém, ao contrário de noturnidade, não é uma bonita palavra.
falta-lhe elegância.
esse "e" aberto em sua justa metade faz nela o som agudo e desafinado de uma clarineta.]

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