[CINEMA DE PESSOAS, COISAS E BICHOS]
[«os livros escolhem os seus leitores», disse o velho.
a lua passava por entre as árvores e o navio desaparecia na linha do horizonte.
o vento dedilhava vogais nas venezianas.
rumores adquiriam sonoridades mais altas e já se assemelhavam a ruídos.
a madrugada ia a galope sem que ninguém pedisse para que ela suavizasse as passadas em ritmos mais lentos.
«os livros escolhem os seus leitores», disse o velho.
laranjas representavam laranjas na tela do mundo, e os cachorros continuavam cachorros apesar das metáforas desviantes.
duas dores, da espécie de dor sem nome e sem origem, vagavam pelos largos da praça.
dois medos, da espécie de medo indistinguível, rastejavam pelos musgos do muro.
«os livros escolhem os seus leitores», disse o velho do lado de fora da casa, o insone velho que lançava palavras ao vazio.]
o vento dedilhava vogais nas venezianas.
rumores adquiriam sonoridades mais altas e já se assemelhavam a ruídos.
a madrugada ia a galope sem que ninguém pedisse para que ela suavizasse as passadas em ritmos mais lentos.
«os livros escolhem os seus leitores», disse o velho.
laranjas representavam laranjas na tela do mundo, e os cachorros continuavam cachorros apesar das metáforas desviantes.
duas dores, da espécie de dor sem nome e sem origem, vagavam pelos largos da praça.
dois medos, da espécie de medo indistinguível, rastejavam pelos musgos do muro.
«os livros escolhem os seus leitores», disse o velho do lado de fora da casa, o insone velho que lançava palavras ao vazio.]
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