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[HÖLDERLIN, HÖLDERLIN]

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["pallaksch", murmurava  hölderlin, "pallaksch",  ele murmurava, nem sim, nem não, nem sim, nem não, ó melancolia dos murmúrios, ó a crua limiaridade do que não é sim, nem é não. paul celan  também murmurou com hölderlin "pallaksch", assim igual eu murmuro "pallaksch", murmuro as desdobras  sem dobras do que indefine, mas intuo ter visto lá onde o navio cruza, lá onde o mar-alto vira, intuo ter visto um pássaro sem cor sobre o verde mar desconhecido, intuo esse pássaro,  não é do sim, não é do não, mas é tão jovem quanto um fogo em seu vigor inaugural.]