21.2.26

[DE REPENTE]


[na inércia quase paroquial 
de uma paisagem retilínea 
e monótona, de repente surgem,
 
tal explosão cósmica, os feixes 
de luz de um poema só matéria, só 
o tinir de um substantivo 

em dança com outro substantivo,
canto metálico de acauã ou outro
pássaro-relâmpago, súbito zunido

que costuma deixar o poeta doido.]

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