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sábado

[A FLOR DA USURA]

[a amêndoa do ser não resiste
aos martelos. quebra-se fácil
tal cápsula. até os meninos,
cuja amêndoa é do tamanho

de um vaga-lume, até os velhos,
cuja amêndoa expandiu-se
com a passagem dos anos,
nenhuma amêndoa do ser

é imune aos martelos, saibam
disso para que não sejam presas
do engano, tenra é a amêndoa
que protege e guarda o ser

da aurora ao ocaso, quebra-se,
esfarela-se, parte-se em cacos
com um simples martelo, seja
o que toca a rótula dos joelhos,

seja o que desce sobre a cabeça
dos pregos, seja mesmo o que,
simbólico, está na voz da gula,
a voz que emite quem acumula,

esses impérios do verbo ter
que a humana gente cultua:
bezerro do mais, flor da usura,
o mais com aparência divina.]

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